2026
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O SALTO
REDE FLOR DO MAR
GUARDIÕES DA TERRA
Dir. Maria Fernanda Quintela (Búzios-RJ)
Documentário sobre o Mangue de Pedra, ecossistema único no mundo, singular em natureza, paisagem, e sustentabilidade social da comunidade quilombola da Rasa, em Búzios. A rica diversidade geológica, e de fauna e flora, existente neste ponto do planeta, litoral visitado e estudado por cientistas de todo o mundo pela sua preciosa raridade e importância. Berçário de espécies marinhas, fundamental para a manutenção de várias espécies de peixes e crustáceos, inclusive de espécies endêmicas, o Mangue de Pedra também é referência alimentar e cultural para marisqueiras do quilombo da Rasa.
Dir. Rodrigo Campos (Mogi das Cruzes-SP)
“A.mare” resgata a memória de imigrantes italianos no interior de São Paulo. Ambientado durante a Ditadura Militar, o filme se passa na Vila Taquarussu em Mogi das Cruzes, e retrata os conflitos geracionais e de costumes de umafamília da zona rural.
Dir. Tiago Lipka (Brasil)
Helen se refugia em uma casa preparando-se para uma nova produção. Quando sua esposa, Ângela, retorna de uma viagem, as alucinações de Helen se misturam a uma paranoia crescente – indicando que ela não acredita que a mulher em sua casa seja Ângela.
Dir. Sérgio Gag (Brasil)
O mar brasileiro é uma imensidão comparável à Amazônia: mais de 5 milhões de km², grande diversidade biológica, fonte de inúmeras riquezas e morada de diferentes populações tradicionais. Assim como a Amazônia, é uma região de conflitos e de disputas que precisa ser conhecida e preservada. É como se fosse uma "Amazônia Azul".
Ao longo da costa, onde o mar encontra a rocha e a vida se revela em detalhes muitas vezes invisíveis, o documentário acompanha o projeto Costão Rochoso em sua jornada de pesquisa, educação e conservação marinha. Entre saídas de campo, análises e encontros com a comunidade, a ciência ganha forma como ferramenta de transformação e aproximação entre pessoas e natureza.
Dir. Yuri Vasconcellos (Cabo Frio-RJ)
Em um futuro tão perto que não vemos, uma missão de recuperação chega a uma região devastada em busca de vestígios da civilização local, para assim tentar restaurar a vida e a cultura neste ambiente inóspito. O curta de animação “É só fechar os olhos!” do artista multimídia Yuri Vasconcellos é um convite para conhecer o patrimônio histórico, cultural e artístico de Cabo Frio e região, em uma narrativa que valoriza sua história e os impactos na natureza, seja na terra, no mar ou na laguna, usando elementos da ficção científica em seu roteiro.
Dir. Uê Puauet (Londrina-PR)
O Enegrecer de Iemanjá é um filme-ensaio que investiga o apagamento simbólico e o embranquecimento do sagrado afro-brasileiro a partir da figura de Iemojá, divindade africana ancestral e matriz da vida. Conduzida pela voz de um artista-educador e griô contemporâneo, a narrativa atravessa o mar como território de travessias, violência colonial, memória e permanência espiritual. O ENEGRECER DE IEMANJÁ E A SUBTRAÇÃO
Dir. Natalia Gugueva (Rússia)
A cinegrafista Nastya vai até uma estação meteorológica de difícil acesso com o meteorologista Andrei para investigar o desaparecimento de um casal de meteorologistas. Andrei pode estar envolvido no caso, e Nastya ter ligações com as pessoas desaparecidas…
Dir. Armando Praça (Brasil)
Em Fortaleza Hotel, Pilar é uma jovem camareira que busca uma mudança radical de vida. Pilar conhece a hóspede sul-coreana Shin, uma mulher que veio ao Brasil levar o corpo de seu falecido marido de volta à Seul. Os caminhos das duas, apesar de bem distintos, acabam se entrelaçando de uma maneira inesperada, quando os planos de ambas começam a dar errado e uma aproximação e empatia mútua acabam surgindo.
Dir. Belmiro Carvalho (Portugal)
No seu percurso diário para as aulas, Leonor, jovem estudante, passa em frente da casa onde viveu Florbela Espanca. Certo dia, a professora de Português, ao apresentar a biografia de Florbela Espanca, lança um desafio à turma: escrever uma carta à poetiza. Leonor, num percurso intelectual, de fabulação e imaginação, vive sensações e momentos retratados nas cartas e na poesia de Florbela Espanca.
Dir. Ramiro Cobasandri (Búzios-RJ)
Quatro crianças de povos originários encarnam os elementos da natureza. Chamadas pela Pachamama, avançam rumo a um ritual ancestral que é, ao mesmo tempo, despertar e advertência. Seus corpos e vozes evocam a memória de uma Terra ferida: um canto de esperança e um grito de exaustão diante de um ecocídio negado. Nelas, a sabedoria ancestral volta a respirar. Uma nova geração se ergue para travar a batalha essencial: devolver a vida à Mãe Terra
Dir. Victor Quintanilha (Rio de Janeiro-RJ)
Pedro é um adolescente que vende bebidas no engarrafamento de uma estrada expressa que leva milhares de pessoas ao litoral durante o verão. Movido pela curiosidade e pelo desejo, Pedro embarca em uma aventura que o transforma profundamente.
Dir. Lucas Pereira (Cabo Frio-RJ)
Enquanto a especulação imobiliária ameaça apagar do mapa os manguezais da Região dos Lagos, uma poderosa aliança surge em sua defesa. Neste documentário acompanhamos a união entre a ONG Anhangá, pesquisadores do Núcleo de Estudo em Manguezais da UERJ (NEMA/UERJ) e pescadores artesanais locais em uma missão urgente: mapear e dar visibilidade a este ecossistema antes que seja tarde demais. É uma história sobre a união entre a ciência e a tradição para transformar dados em leis de proteção, mostrando que a conservação nasce da colaboração de todos.
Dir. Marina Araújo Melo (Goiânia-GO)
“Maríntimo” é um filme-carta experimental que mergulha nas memórias de uma infância bucólica, a partir daqueles que não estão mais presentes, retratando o amadurecimento e as mudanças durante o passar do tempo.
Dir. Marton Olympio (Rio de Janeiro-RJ)
Félix, um pintor negro de 80 anos, foge de uma casa de repouso e se refugia em um banco de frente para o mar. Ali, diante da imensidão das ondas e do horizonte, fragmentos de memórias começam a emergir lentamente. Entre lembranças difusas, imagens do passado e ecos de sua ancestralidade, realidade e imaginação se misturam.
Dir. Vini Poffo (Joinville-SC)
Num futuro próximo, em uma vila quase deserta à beira-mar, uma família sobrevive da pesca, do artesanato e de uma persistente ânsia de viver. Entre silêncios e conflitos cotidianos, uma luz vibrante surge no horizonte, vinda do outro lado do mar aberto, como se tentasse lhes dizer algo.
Entre os delírios de uma longa internação hospitalar, um deprimido Capitão de navio é guiado por seres folclóricos em uma jornada simbólica de retorno às águas. Movido pela saudade e pela vontade de voltar para casa, ele enfrenta o limite entre sonho e realidade em uma travessia poética e espiritual.
Dir. Paco Portero (Espanha)
A crise ambiental que assola a lagoa costeira de Mar Menor nas últimas décadas resultou numa situação social turbulenta, onde a busca por responsabilização e as acusações mútuas entre diferentes setores fazem parte de uma realidade de tensões e controvérsias. "O Mar Não Cessa" é uma autópsia deste complexo conflito social, na qual especialistas, cientistas, agricultores, pescadores e moradores oferecem diagnósticos e propostas para lidar com os efeitos devastadores da crise ambiental na Região de Múrcia.
Em um passeio escolar de barco, Milla, uma jovem de 14 anos, enfrenta o medo de saltar no mar, mas sua jornada para superar essa barreira se transforma em uma poderosa metáfora para o amadurecimento, revelando que o verdadeiro salto é o que vem de dentro.
Dir. Luan Santos (Rio de Janeiro-RJ)
Jerusa e seu pai Durval saem para um passeio na praia, enquanto contam histórias e relembram memórias de família, Jerusa percebe que está em um rito de despedida. Entre o amor e mistério, Jerusa enfrenta a dor da perda e aprende a preservar o legado de seu pai.
Dir. Luis Toloza Gómez (Espanha)
Mar escapa por um dia para uma praia paradisíaca, longe do ruído do sistema que dita como viver: trabalhar, produzir, acumular. Com a mente repleta de dúvidas, o mar torna-se o palco de uma jornada metafórica e íntima, onde ela questiona o materialismo e se abre para uma nova ideia de liberdade.
Dir. Pere Vilà Barceló (Espanha)
"Quando um Rio Vira Mar" retrata o processo de reparação de Gaia, uma estudante de arqueologia cuja vida se fragmenta após sofrer uma agressão sexual. Inicialmente, o que ela passou se manifesta como confusão, perda de controle e a sensação de que nada mais se encaixa. O trauma perturba seu relacionamento com o pai, com os amigos e com o próprio corpo, deslocando-a para um espaço desconhecido dentro de sua própria vida.
Quando Bruna, pescadora nativa da Praia do Peró, viu redes fantasmas matando silenciosamente a vida marinha e ameaçando o futuro da sua comunidade, ela decidiu agir. Com a Rede Flor do Mar, ela e sua equipe retiram redes abandonadas do mar, lagunas e manguezais, transformando-as em artesanato. Desta maneira, perpetuam saberes tradicionais enquanto convertem poluição em renda para a comunidade. Este documentário mostra como o cuidado com o oceano, o conhecimento ancestral e a força comunitária podem gerar soluções reais onde o apoio muitas vezes não chega.
Dir. Marcos Caviglia (Búzios-RJ)
“Robson e a Praia” é uma curta-metragem de fiçao que aborda, em um tom de humor negro e satira, a problemática da ocupação das praias pelo setor privado. A história é narrada através do Robson, um turista que chega numa praia paradisíaca — mas encontra algo bem diferente do que esperava. Entre contradições sociais, tensões invisíveis e o caos cotidiano disfarçado de lazer, sua tentativa de relaxar se transforma em uma jornada cômica e absurda.
Dir. Howi Álvarez (Espanha)
Uma jovem criadora de gado vive em uma vila costeira quase deserta da Astúrias. Presa a uma rotina da qual não consegue se libertar, ela mora com o pai, que tem dificuldades para se comunicar com ela. Quando o único vizinho da vila adoece, o pai cuida dele, deixando a filha sozinha para administrar a casa e o gado. Com a ausência do vizinho, seu cão pastor fica sozinho. A jovem e o cão se encontram em meio à solidão de cada um e iniciam uma amizade leal que os ajuda a lidar com a melancolia.
Dir. Francielly Monteiro (Quênia)
Nas favelas de Mathare, em Nairóbi, Quênia, a comunidade está reescrevendo a história do seu rio. Outrora um aterro a céu aberto, esse espaço está renascendo aos poucos por meio de trabalho coletivo e prático. Plantam-se árvores nativas, constroem-se jardins públicos, realizam-se sessões de ioga e criam-se espaços dedicados para as crianças brincarem. Liderado pela Associação Comunitária das Favelas de Mathare (MaSCA), este Programa de Reabilitação do Rio não se trata de soluções rápidas.
No litoral de Mombasa, no Quênia, a degradação dos manguezais ameaça a pesca, o sustento e a continuidade de saberes comunitários. Em resposta, jovens e anciãos se mobilizam para restaurar a floresta e reafirmar, no trabalho coletivo, uma relação ancestral com o mar. O documentário acompanha esse encontro entre gerações e mostra como a regeneração ecológica pode também ser uma forma de continuidade cultural.